top of page

Dores de Costas

Saiba o que são, como surgem e o que pode fazer para as diminuir.


Tenho dores de costas e agora?

São várias as causas das dores de costas, bem como são várias as dúvidas que se levantam na presença delas.

Há várias medidas que se podem e devem tomar, umas mais correctas e mais eficazes, outras que não fazem sentido, podendo, até, ter um efeito negativo.

De seguida, vamos explicar o que são as dores de costas, como podem surgir e esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o tema.

 

O que são dores nas costas?

São dores na região da coluna vertebral, compreendida entre a base do crânio e o sacro (fundo das costas), envolvendo o pescoço e passando pela região dorsal (zona das omoplatas e costelas). Dependendo da região afectada, estas dores também podem ser denominadas como cervicalgia (pescoço), dorsalgia (dorsal) e lombalgia (fundo das costas). Sendo mais comuns as dores da cervical e da lombar.

Estas dores podem surgir repentinamente, ou instalar-se gradualmente, podendo uma dor ligeira, transformar-se subitamente numa dor muito forte e incapacitante.


Os principais sintomas são:

  • dor local ou irradiada

  • rigidez muscular (principalmente de manhã)

  • dificuldade no movimento


As dores podem ser centrais, quando se concentram na região das vértebras (ossos que constituem a coluna vertebral e que podemos sentir no meio das costas), bilaterais, quando atingem uma área maior dos dois lados da coluna, ou unilateral, quando predominam num dos lados, à direita ou à esquerda.


A dor de costas é multifatorial e de carácter muito inespecífico. Ou seja, pode ter mais que uma causa, mas sem ser possível identificar um motivo específico. Por exemplo, segundo a Organização Mundial de Saúde, 80% das lombalgias são de causa inespecífica.


Elas podem ter uma causa estrutural, quando um tecido está lesionado ou modificado, ao ponto de causar dor, como acontece na hérnia do disco ou na osteoartrite (lesão das vértebras). Mais comummente, a dor de costas pode ocorrer sem existir uma lesão identificável num tecido, como acontece na tensão ou rigidez muscular.


Perante isto, torna-se muito importante reduzir os factores de risco que podem estar na

base da dor de costas. Dos quais se podem destacar: excesso de peso, sedentarismo, sobrecarga mecânica (pesos exagerados), más posturas mantidas durante muito tempo, ou stress.


Quando uma raiz nervosa, um nervo, ou um conjunto de nervos (plexo nervoso), sofrem alguma compressão, ora por uma estrutura muscular mais tensa, ora por um disco vertebral, ora por outra causa, a dor pode irradiar e manifestar-se noutro local do corpo. Normalmente, quando a compressão se dá ao nível da região lombar, a dor pode irradiar ao longo da perna (também conhecida como a dor ciática), podendo chegar ao pé, e quando ocorre na cervical, pode irradiar pelo ombro e braço, podendo chegar à mão. Isto acontece, porque o nervo (tal como um circuito elétrico), sendo responsável por inervar todo o membro, ao ser comprometido a montante, vai causar dor nos tecidos que contacta. O nível de dor, o percurso doloroso e os tecidos afectados, vão depender da intensidade e da região que esse nervo é comprimido.


Também é possível ter dor nas costas por uma alteração visceral (órgão interno). Quando existe uma disfunção, uma inflamação, ou uma lesão num órgão, esse problema pode provocar uma dor referida (dor sentida numa região corporal diferente da que provoca a dor). Isto acontece porque os terminais nervosos situados nos órgãos e responsáveis por transmitir a dor partilham vias neurais de outras regiões corporais e isso faz com que a dor possa ser sentida ou percepcionada noutra região. Por isso, é comum as pessoas dizerem que têm dores nos rins, quando sentem dores lombares, ou dores pulmonares, quando têm dores dorsais. Felizmente, estes são casos pouco comuns.


A saúde mental e emocional, ou a falta dela, é outro factor que parece ter uma relação

directa com o surgimento das dores de costas, principalmente a lombalgia e a cervicalgia. O excesso de Stress ou a exposição prolongada ao mesmo, criam na mente humana uma sensação de ameaça, percepcionada como uma ameaça à vida, em tudo semelhante a uma ameaça física, como se estivéssemos a fugir de um leão na Savana Africana. Esse estado mental, influencia o estado interno, criando uma resposta fisiológica conhecida como resposta de luta ou fuga. Esta resposta visa a sobrevivência do indivíduo, preparando-o para lutar pela vida, ou fugir da situação potencialmente perigosa.

De entre as várias adaptações fisiológicas, podem salientar-se as seguintes:


  • adopção de uma postura defensiva, normalmente mais curvada(o) para a frente, no sentido de proteger o tronco (onde se situam os órgãos vitais);

  • aumento da tensão muscular, exactamente para melhorar a sua capacidade defensiva;

  • aumento da tensão da musculatura do pescoço e trapézios para proteger a região da garganta, pois é onde, naturalmente, os mamíferos atacam;

  • aumento da frequência respiratória, tornando-a mais superficial e apical (mais na região superior), o que diminui a amplitude da mobilidade da caixa torácica;

  • aumento da tensão da musculatura da mandíbula, com um consequente cerrar ou ranger dos dentes, influenciando a musculatura cervical;

  • perda de qualidade do sono, em stress excessivo (ameaça), a cabeça tem mais dificuldade em desligar e o sono torna-se mais vígil.


A nossa relação com a profissão apresenta uma relação importante com o surgimento de dores de costas. Há estudos que salientam condições como: a realização pessoal, o número de horas de trabalho, o ambiente laboral, a sensação de segurança no emprego e a liberdade e valorização no emprego, como condições que se relacionam com as dores de costas.


Toda esta informação mostra-nos a complexidade que pode estar envolvida nas dores de costas (cervicalgia, dorsalgia, lombalgia), bem como a alta probabilidade de uma dessas dores surgir ao comum dos mortais.


Neste sentido, nunca irá conseguir evitar totalmente o surgimento das dores de costas, mas poderá diminuir a frequência e a intensidade com que surgem, bem como minimizar as consequências do seu surgimento. Para tal, deverá diminuir os factores de risco (descritos acima), adoptando estratégias específicas para cada um deles.


Contudo, deverá sempre consultar um profissional de saúde experiente e qualificado para a(o) ajudar na resolução do seu problema, despistando uma potencial gravidade do caso, realizando um tratamento adequado e ajudar na melhor implementação das estratégias de prevenção.


Na FISIOINTEGRAL temos um modelo exclusivo com um protocolo específico para os problemas de coluna (dor e outros) que já ajudaram centenas de utentes felizes a resolverem as suas dores e melhorarem a sua qualidade de vida.

 

Vamos agora esclarecer algumas dúvidas comuns


O que causa dores de costas?

Como descrito anteriormente, são várias as potenciais causas, sugerimos uma leitura mais atenta do texto acima


Quando devo procurar um médico?

Primeiro, sempre que desejar. Mas principalmente na presença de sintomas graves como: dormência nas pernas ou braços, perda de força, febre, perda de peso inespecífica, dificuldade em urinar ou obrar, desequilíbrios na marcha. De outra forma outro profissional de saúde como um Fisioterapeuta poderá ajudar.


Qual o melhor tratamento para a dor de costas?

Felizmente existem vários tratamentos inovadores que permitem reduzir substancialmente a dor e melhorar a funcionalidade. Todavia, a sua eficácia depende de uma boa avaliação prévia, da qual, na FISIOINTEGRAL, não abdicamos. Contudo, uma estratégia que é sempre útil. É o exercício clínico, que incluímos sempre no nosso protocolo de tratamento.


Como prevenir dores de costas?

Modulando os factores de risco: sedentarismo, peso, stress. Se tiver dúvidas como, procure profissionais experientes e qualificados para a(o) ajudar.


Devo usar calor ou frio nas costas?

Normalmente o calor ajuda a relaxar os músculos e a melhorar a circulação sanguínea, contribuindo para uma sensação de bem-estar. Por outro lado, e apesar de não ser uma prática comum, se tiver sinais inflamatórios (calor, rubor, dor e inchaço) pode aplicar gelo.


Qual a melhor postura?

A que melhor permitir desempenhar a função. Não existe uma postura ideal, mas existem posturas, mais exigente mecanicamente, que sobrecarregam mais as estruturas, especialmente quando se mantêm no tempo e são repetidas diariamente. Por isso, evite estar na mesma posição muito tempo seguido e crie diversidade nas suas tarefas.


Quais os sinais de alerta sobre a gravidade das minhas dores?

Ver acima pergunta: Quando deve procurar um médico?


Posso prevenir as minhas dores se mudar os meus hábitos diários?

Tudo indica que sim, só depende dos hábitos


Que exercícios melhoram as dores de costas?

Tal como outro tratamento, os exercícios devem ser adequados à sua condição, exigindo uma boa avaliação, com posterior correcta prescrição dos mesmos.

 

Se sentiu que esta informação lhe foi útil e esclarecedora, partilhe com um amigo e familiar, pois também vai ser útil para ele. E caso necessite de alguma ajuda ou esclarecimento adicional, não hesite em contactar-nos, estamos aqui para a(o) ajudar com as suas dores de costas.

Queremos que fique bem!


Artigo escrito por Mário Costa, Fisioterapeuta (OF 2511), Saiba mais sobre o profissional

98 views0 comments

Recent Posts

See All

Comments


bottom of page