Quem nunca sentiu dor nas costas que atire a primeira pedra

Updated: Dec 15, 2020

A nossa coluna é o espelho do nosso corpo, por isso quando sentimos uma dor nas "costas" esta pode estar a ser causada por qualquer parte dele, desde músculos, articulações, órgãos ou até mesmo ser derivada de estados emocionais. No entanto, pode também ter o efeito reverso. Ou seja, alguma alteração na nossa coluna, como tensões musculares e rigidez articular, têm potencial para levar à sobrecarga dos nossos membros.


E é aqui que a osteopatia marca a sua posição olhando para o corpo como um todo e direcionando a sua avaliação para identificar a verdadeira causa da lesão.

Esta combinação faz com que o tratamento seja mais eficiente e consiga mais facilmente detetar qual o padrão de movimento ou que atividades podem estar a causar a lesão, dando assim ferramentas ao paciente para as poder corrigir.


Genericamente, temos 2 tipos de queixas que por norma aparecem em consulta. A dor que teima em não desaparecer, muitas vezes já considerada pela pessoa como "crónica", e a dor que surgiu subitamente, sendo muito limitante, normalmente associada a um pequeno movimento.


O que tem estas 2 dores em comum?

Ambas resultam de uma falha de resposta do nosso corpo e o motivo mais frequente é a sobrecarga daquela zona, seja esta muscular, articular, visceral ou vascular, por isso o nosso objetivo é descobrir porque é que esta zona está em sobrecarga.

Fazendo um paralelismo com o funcionamento de uma fábrica, se tivermos dois funcionários a executar a mesma tarefa e a partir de determinado dia um deles deixa de trabalhar o outro funcionário vai trabalhar mais para tentar produzir na mesma quantidade ou próximo do que os dois produziam por dia. Com esforço ele vai conseguindo, mas vai reclamar/chamar a atenção do chefe para a sua situação (de que é demasiado exigente e quanto mais tempo o chefe demorar a resolver o problema). Este vai gritar cada vez mais alto e mais alto. Agora deixo aqui uma pergunta, quem é o verdadeiro culpado desta "gritaria"? O funcionário que deixou de trabalhar, ou o outro que teve de trabalhar a dobrar para compensar?


Pois bem, o nosso corpo reage exatamente da mesma forma a este tipo de incidentes. Se temos uma região que não está a executar a sua função, outra zona vai ter de compensar, e esta sobrecarga é que vai levar à lesão, que pode manifestar-se através de inflamação, contratura, isquemia, ruturas, etc. O grande foco da osteopatia é avaliar o equilíbrio do nosso corpo, observando alinhamentos, a qualidade dos movimentos que o paciente executa, questionar sobre as suas rotinas, bem como o estado de espírito, de forma a poder traçar um plano de tratamento, restabelecendo a zona da queixa e tornando operacional a região que está em falha.


Tendo em conta a vida sedentária e stressante que levamos, bem como o uso cada vez mais frequente do PC, telemóveis e smartphones, existe um padrão usual de falhas no corpo derivadas de rigidez articular, fraqueza muscular, isquemia, tensão neural e respiração superficial, tudo consequente das posturas mantidas, movimentos repetidos, do estado de alerta constante, falta de atividade física, períodos de sono demasiados curtos ou pouco reparadores. A região torácica, o diafragma, a zona abdominal, ancas, tornozelos e músculos das coxas, são as zonas que começam a falhar, a não dar a resposta necessária para o bom funcionamento do corpo.


Estes indicadores ajudam-nos simplesmente a estar mais alerta a estas regiões, pois cada pessoa tem a sua individualidade, e essa especificidade de cada um torna-nos únicos, por isso mereceremos sempre um profissional atento a cada pormenor.

É o mínimo que podem esperar e exigir.


Por Marta Ribeiro - (especializada em Osteopatia, Terapia Sacro-Craniana, Fisioterapia Especializada e Exercício Clínico).


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