A "arte" de parar em pé


O que pode ter de "arte" o estar parado em pé?

À partida, nada ! Certo?


Se pensa assim, antes de continuar a ler este artigo desafio-o a levantar-se e permanecer sem se mover, totalmente imóvel, durante 10 segundos...

Conseguiu?

Não, pois não!? Se não é de desistir á primeira, pode voltar a tentar ou até mesmo durante um período mais longo. Mas posso garantir-lhe que não vai ter sucesso, pelo contrário vai ficar ainda mais tenso e os movimentos involuntários serão ainda mais evidentes. Não se preocupe, pois não tem nenhum problema de saúde, é normal, está apenas a vivenciar a "arte de parar em pé".

Ao contrário do que se pensa, estar em pé parado não passa de uma contração mantida de um conjunto de músculos, pois isso nos bloquearia e tornar-nos-ia mais frágeis sem tempo de reação a qualquer estímulo, e cairíamos no chão em bloco ao mais suave desequilíbrio.


Estar de pé é um bailado entre músculos que é coordenado pela nossa medula, a qual recebe os estímulos externos e, como resposta, vai enviando impulsos constantes de contração e relaxamento a determinados músculos para manter o equilíbrio na posição bípede. Por exemplo:

- se o vento nos bater nas costas, isto vai criar no corpo um desequilíbrio para a frente. A medula vai detetar esse "perigo de queda" e vai ordenar aos nossos gémeos que se contraiam, para nos segurar e, em contrapartida, os músculos anteriores da perna receberão ordem para que relaxem e não puxem, ainda mais, o corpo na direção do desequilíbrio. E é assim que reagimos a este "perigo"

Todo este mecanismo de ação-reação acontece numa fração de segundos e é permanente. Nós vivemos em constante adaptação ao ambiente que nos rodeia e todos esses estímulos que captamos, usando as ferramentas que temos.

A medula controla todos os nossos movimentos automáticos e involuntários, ou seja, todos aqueles movimentos que resultam de uma resposta a um estimulo e que possam colocar em "perigo" o nosso corpo, não necessitando do controlo do nosso cérebro. Poupando tempo de reação e libertando o nosso cérebro para processar/controlar outras atividades.


Quando todo este processo automatizado falha, abre-se uma grande porta para desencadear uma lesão. Por isso, é imprescindível manter:

-uma boa integridade dos tecidos (irrigados, nutridos, hidratados);

-um bom alinhamento corpora, para favorecer o impulso neurológico e trabalho muscular;

-uma boa consciência corporal.


Se tem propensão a lesões sucessivas, mau estar diário ou sente que o seu corpo está constantemente em esforço marque uma avaliação para que possamos estudar o funcionamento do seu corpo e detetarmos onde está a falha no seu modus operandi.

Vamos começar a melhorar a sua qualidade de vida? HOJE?


Por Marta Ribeiro - (especializada em Osteopatia, Terapia Sacro-Craniana, Fisioterapia Especializada e Exercício Clínico).


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